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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O enfermeiro


O filme continua em cartaz até o dia 16 de dezembro, sempre às 19 horas e com entrada gratuita.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

20 anos de Superoutro. Venha ver.



Em comemoração às duas décadas de lançamento do filme Superoutro, de Edgard Navarro - cineasta que já passou aqui pelo Super 8 baiano - o Espaço Unibanco de Cinema estará promovendo a exibição da película nesta quarta-feira, 16, às 21h. E pra ficar ainda melhor, a entrada é franca!

Os convites podem ser retirados na própria bilheteria do Espaço Unibanco a partir das 20h. Mas cheguem cedo porque a sessão é para apenas 200 felizardos.

Então, nos vemos por lá !

O que: Exibição do filme Superoutro, de Edgard Navarro
Local: Espaço Unibanco de Cinema - Glauber Rocha
Horário : 21h
Entrada: Franca

Confira o trailler:

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

“Primeiro filme de terror baiano” tem estreia prevista para 2010

Comédia, Suspense, Homoerotismo, Terror! Estes foram alguns dos elementos utilizados pelo cineasta baiano Cláudio Factum para produzir Psicometria, seu mais novo trabalho, com lançamento previsto para janeiro. O filme, que tem pouco mais de 50 minutos, mostra a noite de dois homens em uma casa assombrada por um espírito juvenil. Factum relata ao Super 8 baiano que a ideia do projeto era fazer algo mais pessoal com maior liberdade de direção.

Com um orçamento inferior a mil reais, Psicometria teve apoio de pequenas empresas, como uma padaria e uma madeireira. Também contou com a parceria de duas produtoras e uma imobiliária. “Sempre questionei o fato de Salvador não produzir cinema de terror, e como pesquisei e descobri que não existe filme de terror de mais de meia hora feito aqui, achei que chegou a hora”, revela o cineasta.

Cláudio Factum, que também é produtor do média-metragem Lucas Terra, sobre o adolescente assassinado em 2001 por um pastor da igreja que frequentava, diz que seu cinema é caracterizado por filmes ousados e de baixo custo. Auto-intitulado como o primeiro filme de terror baiano, Psicometria fará parte do projeto Quartas Baianas e será exibido, a partir de janeiro, na sala Walter da Silveira, na Biblioteca Pública do Estado da Bahia, nos Barris.

Confira o trailler:

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Tempo Glauber reúne mais de 80 mil trabalhos do cineasta baiano



O baiano Glauber Rocha é uma das maiores referências do Cinema Novo. Seu trabalho influenciou vários profissionais do audiovisual local e de outros estados e países. Um dos que confessaram admirar o trabalho de Glauber foi o videoartista Daniel Lisboa, em entrevista para o Super 8 baiano.

Glauber nasceu em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, em 1939. Mudou-se para Salvador em 1947 e foi então que começou a rodar seus primeiros filmes. O trabalho número um foi O Pátio (1959), primeiro curta-metragem do estado. Foi escritor, ator, jornalista, estudante de Direito, desenhista, mas foi por seu trabalho como diretor que ele conquistou reconhecimento internacional.

Barravento (1962), Terra em Transe (1967), O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1969) e A Idade da Terra (1980) são algumas de suas produções. Glauber morreu em 1981, mas o que muitos não sabem, é que todo o seu acervo pode ser visto pelo público no Tempo Glauber, que fica no Rio de Janeiro.

Fundado em 1983, o Tempo Glauber reúne, aproximadamente, 80 mil itens entre desenhos, fotos, documentos, roteiros, poesias, objetos pessoais, prêmios e produções de Glauber e de outros cineastas brasileiros. À frente do projeto, está a família do baiano. Eles contam com o apoio do Ministério da Cultura, do Fundo Nacional de Cultura e, a partir de 2010, o Governo do Estado do Rio de Janeiro também apoiará o espaço, que foi contemplado como ponto de cultura.

"Glauber é brasileiro!"

Apesar de Glauber ter nascido na Bahia, o maior espaço dedicado a sua memória fica fora do estado. João Rocha, sobrinho do cineasta e integrante da diretoria do Tempo Glauber, diz que foi o Rio de Janeiro que fez a proposta de abrigar o espaço e proporcionou sua fundação. “Glauber é brasileiro! Qualquer local do Brasil serviria para sediar a instituição. Enquanto estava em Salvador, o acervo ficava em guardado em malas”, explica João.

Mas, há planos de abrir uma filial em Salvador. Segundo João, o projeto já está em andamento e vai possuir cópias digitais do acervo e uma administração local.

Ouça alguns sons captados durante as filmagens de A Idade da Terra, última produção de Glauber:


O Super 8 na Bahia


Afinal, não poderíamos deixar de contar um pouco da história do equipamento que dá título ao blog


Primeira Super 8 usada por Navarro

Em 1965, a Kodak lançou o equipamento que ajudaria a revelar dezenas de cineastas na Bahia: a câmera em formato Super 8. O fácil manuseio e o custo baixo tornaram o Super 8 bastante popular, principalmente no uso doméstico. Festas de aniversário, viagens, almoços, as famílias registravam o cotidiano com o instrumento.

Os primeiros filmes baianos no formato Super 8 foram feitos em 1969 por Célio da Cunha Prata. O pioneiro foi o documentário Os 500 quilômetros da Bahia, em seguida, Prata rodou Papai Noel, um trabalho experimental. Mas foi entre os anos 1970 e 1980 que novos cineastas do estado puseram seus nomes entre os grandes realizadores daquele novo cinema sem muitas preocupações estéticas, mas repleto de lirismo e questionamentos sociais e políticos.


Edgar Navarro

Com dez filmes em Super 8 no currículo, o cineasta Edgar Navarro comprou seu primeiro equipamento em 1976, na Zona Franca de Manaus, para não pagar imposto sobre a mercadoria. No início, seus filmes foram experimentais, filmados com atores e cenários improvisados. Os personagens eram interpretados por seus colegas da Escola de Teatro da Ufba, por sua cadela de estimação e, às vezes, ele mesmo fazia uma ponta no filme como ator.

Sua primeira experiência profissional com Super 8 foi no filme Alice no país das mil novilhas (1976). “Alice é uma paródia sobre a perda da ingenuidade, uma produção muito criativa e divertida que provocou um efeito muito grande no meu espírito”, conta Navarro.

Moviola

Uma das curiosidades do Super 8 é que a bitola registrava apenas as imagens. Roque Araújo, Coordenador do setor de Cinema e Vídeo da Diretoria de Audiovisual da Bahia (Dimas) e também cineasta, explica que o áudio era captado por um gravador de origem suíça, chamado de Nagra. O som ficava armazenado numa fita de 1 milímetro de espessura e a sincronia com as imagens era feita numa mesa de montagem, a moviola, que alguns tinham em casa. Ficou confuso? Ouça a explicação de Roque Araújo:



Muitas produções realizadas com Super 8 estão arquivadas na Dimas, que fica na Biblioteca Pública do Estado da Bahia, nos Barris. Simone Lopes, Coordenadora do Núcleo de Memória da Dimas, explica que qualquer pessoa pode ter acesso aos arquivos que já foram transferidos para DVD. Quem tiver interesse pode assistir aos vídeos lá mesmo, na sala de exibição, ou tomar como empréstimo. As películas originais, por exigirem maior cuidado no manuseio, só podem ser vistas no local.

Conversão

Por ser um equipamento bastante simples e de uso caseiro, é possível que muitos ainda guardem os registros daquele domingo na praia ou do batizado do filho. A boa notícia para essas pessoas é que ainda há tempo de transformar esses filmes para DVD e ter acesso às lembranças. Segundo Roque Araújo, a única pessoa que faz a conversão do formato Super 8 para o DVD na Bahia é o cineasta Robinson Roberto. Para saber como entrar em contato com Robinson Roberto, ligue para 3316-8100 ou 3116-8111.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

"Eu me lembro" para franceses


O filme Eu me lembro [2006], do baiano Edgar Navarro, vai ser distribuído para salas de cinema da França. A obra é uma das nove vencedoras do prêmio de apoio à distribuição internacional de filmes brasileiros, programa que auxilia distribuidores internacionais a arcar com os custos de propaganda e marketing no lançamento das películas. Por cada filme lançado, as distribuidoras recebem US$ 25 mil. A previsão é que Eu me lembro esteja disponível para o público francês em 2010.

Confira a lista dos trabalhos contemplados .

Assista ao trailler:

domingo, 15 de novembro de 2009

Vale a pena conferir

Nesse fim de semana listamos algumas produções locais que além de marcarem o Cinema Baiano, ultrapassaram fronteiras e conquistaram admiradores em vários cantos do Brasil, algumas reconhecidas até em outros países.

Como temos muita coisa boa produzida, algumas não entraram nessa primeira seleção. Mas fiquem tranquilos. Logo, logo, vocês verão outros títulos aqui no Super 8 baiano. Como disse Glauber, “o cinema prolonga a vida, Estas imagens estarão eternas. Além da morte”.

  • A grande feira (1961) - Filmado na feira de Água de Meninos, o drama dirigido por Roberto Pires retrata, em 91 minutos, o cotidiano de pessoas comuns em Salvador. O ator Geraldo Del Rey também participa desta produção, assim como Antônio Pitanga, Helena Ignez, Luisa Maranhão e Milton Gaúcho. 


  •  Deus e o diabo na terra do Sol (1964) - Dirigido por Glauber Rocha, o filme traz no elenco atores como Yoná Magalhães, na pele da sofrida Rosa e Geraldo Del Rey (já falecido) como o sertanejo Manuel. A produção foi indicada à Palma de Ouro no Festival de Cannes no mesmo ano de sua estreia.


  • Meteorango Kid, o herói intergalático (1969)- O país vivia o período da Ditadura Militar quando o filme foi lançado. O longa, escrito e dirigido por André Luiz de Oliveira, narra as aventuras do jovem estudante Lula no dia do seu aniversário. A película de 85 minutos é uma das representantes do movimento underground baiano. Confira um trecho:




  • Superoutro (1989) - Produzido em Super-8, o filme dirigido por Edgard Navarro conquistou no ano de seu lançamento os prêmios de melhor média-metragem e melhor direção do Festival de Cinema de Gramado. Recebeu também, no mesmo evento, o prêmio especial do júri.


  • Doido Lelé (2009) - Ambientado na década de 50, o curta-metragem escrito e dirigido pela jornalista e cineasta Ceci Alves, narra em 15 minutos, a história do menino Caetano que sonha em ser um cantor de rádio. A produção foi indicada em sete categorias, entre elas a de melhor filme, no 4º Festival do Paraná de Cinema Brasileiro Latino, recebendo elogios da atriz Fernanda Montenegro e do diretor Silvio Tendler.